terça-feira, 8 de novembro de 2011

Virando a página (escrevendo uma nova história)


Nunca é fácil recomeçar ou se terminar uma história ou uma situação, mesma que ela esteja trazendo angústia e sofrimento, sempre nos apegamos em nossos medos, medo do que perderemos e o de que poderemos encontrar.
Virar a página e começar uma nova história com novo cenário e novos personagens parece assustador, mas não podemos contar e recontar a mesma história várias vezes, as folhas já estão gastas e amareladas, algumas já soltas ou rasgadas, mesmo que manipulemos com calma, não se evita um novo dano.
O livro de histórias que encantavam e traziam muitos significados em seu início, com o passar do tempo já não traz surpresas e suas histórias já não emocionam como antes, restando ao aos mais conservadores tentar restaurar e dar sentidos a velhas histórias, na ânsia de não se por um ponto final no seu livro de cabeceira.
Suas histórias de amor, alegrias, tristezas, dúvidas, certezas, medos, contos inacabados, faz com que os mais conservadores não se deixem seduzir pelo novo, mas teimem ficar com as mesmas velhas histórias...
 Virar a página é crer que a dor, o sofrimento e o medo serão menores, pois novas histórias poderão ser escritas.
Abandonar, deixar partir é sofrido, mas necessário, algumas perdas são necessárias pra nos mostrar que algo bom e novo só poderá entrar se houver espaço, ou seja, só podemos escrever uma nova história se a folhas estiverem em branco.
Mas o bom é que podemos trazer todos os bons momentos que as velhas histórias nos deram guardá-las em nossa lembrança e dentro do nosso coração.
Recomeçar... salto de fé no escuro...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cada cabeça é um mundo


Sempre gostei dessa frase ela diz tudo sobre nós seres humanos.
Embora tenhamos certos padrões, certas semelhanças, de fato, cada cabeça comporta um mundo a parte todo singular, que talvez nem nós mesmos tenhamos consciência da grandeza que existe.
Como o mundo é tão vasto, quem sabe se simplificarmos o que mais conhecemos de nós e transformarmos em país fique mais fácil de entender e conhecer.
Mesmo que passemos por toda a vida por todos os cantos de um país nunca descobriremos a sua totalidade, nem que passemos nos analisando por toda a vida nunca chegaremos à verdadeira resposta da mesma pergunta: Quem sou eu?
Claro que de modo geral sabemos quem somos, mas será que de verdade sabemos?
Nosso verdadeiro Eu? Aquilo que parece estar em terras estrangeiras e que por motivos culturais não entendemos o seu idioma, a sua cultura e o seu modo de viver e pensar e preferimos então ficar com nossos velhos costumes... cada cabeça é um mundo.
E quando os mundos se encontram deve ter a diplomacia e o respeito de aceitar os costumes e as crenças, os sentimentos de cada um para que possam dividir fronteiras, sem que um queira mudar ou invadir o território do outro sem permissão, o que pode gerar uma guerra, o que poderia se uma extensão vira barreira, dor e sofrimento para ambos.
Cada cabeça é um mundo, então criemos pontes ao invés de barreiras, não coloquemos pedágios, nem façamos permutas, nem sejamos ou deixemos alguém prisioneiro, numa terra que não é sua.
Ame e cuide do seu mundo.
Sheila Regina

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Meu Jardim - Uma reflexão sobre o mundo interno


Há muitos anos cultivo um jardim.
Já digo que não sou tão boa jardineira, pois nem sempre minhas sementes nascem, ou se nascem nem sempre crescem e florescem.
Nem sempre sei a melhor hora de plantar e de trocar as mudas ou de podar.
Quantas vezes apanhei frutos ainda verdes na ânsia de provar do fruto do meu trabalho, e tantas vezes deixei apodrecer e não aproveitei para saborear o sabor doce da fruta tão ali ao meu alcance.
Quantas vezes por vaidade permiti em meu jardim pessoas que sem nenhum cuidado arrancaram e pisaram em minhas flores.
Quantas vezes abandonei o cultivo do meu jardim pra cuidar do jardim do outro, enquanto o meu morria.
Quantas vezes deixei o sol, o vento e chuva destruírem sem nada fazer.
Quanta dor e raiva senti quando espetei meus dedos no espinho e me esqueci que talvez não estivesse preparada para ver a beleza do momento.
Quantas cercas pus em volta com medo de alguém maltratar meu jardim, mas com isso quantos deixaram de ver sua beleza.
Quantas flores nomeei e dei de presente– flor da amizade, flor da felicidade, flor da paz, flor do amor, flor da paixão, flor da família, flor das realizações, quantas flores me devolveram, e com outros nomes, flor da magoa, flor da tristeza, flor da guerra, flor do ódio, flor da desilusão, flor da separação, flor das frustrações...e pensei pra que continuar? Pra que cuidar desse jardim?
E me vem à resposta a natureza nunca desiste, todo dia sem parar ela faz o seu papel, mesmo que tudo seja desfavorável ela segue o seu ritmo.
Não sou boa jardineira, estou aprendendo, mesmo que tudo seja desfavorável eu vou seguir o meu ritmo.
Anônimo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Palestra

Clínica Psicológica Somma in Equillybrium

Os prazeres e desprazeres dos relacionamentos – Estruturando um Relacionamento mais Saudável

Esse encontro tem como objetivo falar um pouco das dificuldades, as diferenças, os prazeres e os desprazeres de se relacionar com o sexo oposto.

Alguns assuntos a serem abordados:

  • Diferenças entre o homem e a mulher
  • Dificuldades em lidar com o outro
  • Prazeres e desprazeres de se relacionar com o outro
  • Estruturando um relacionamento saudável

Data: 23/11/2011 Horário: 19,30 hs

Facilitadora: Sheila Regina – psicóloga – Crp- 06/59.910

Local: Av. São Miguel, 4.710 sl- 05 – Ponte Rasa

Investimento: 20,00

Inscrições: sheilaregina.leite@ig.com.br ou pelo (11) 9812.5667 (Sheila Regina)

Vagas Limitadas

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sofrendo de depressão (de – pressão)




Não preciso dizer que a depressão é o grande mal do século, quase todo mundo já passou por algum grau de depressão ou teve alguém próximo que passou ou passa por isso.
A depressão vem assola a integridade emocional e física como se quisesse dilacerar todas as possibilidades de ser feliz.
Mas porque isso acontece?
São várias as hipóteses de a depressão atingir nossa integridade e se tornar dona da situação pode ser hereditária, decorrência de alguma doença, e de situações emocionais enraizadas, ou atuais de nossa vida.
Seja de qual ordem ela for leve ou grave, não deve ser negada, posta de lado se “empurrando com a barriga”, porém ela também não deve ser super valorizada e servir de muleta para justificar os fracassos da vida.
Às vezes o remédio dói mais que a doença.
Sofrer de depressão em alguns casos é de – pressão, ou seja, quando nos vemos pressionados por fatores internos e externos, vamos seguindo o caminho do sofrimento e da angústia, encurralados pela dor e pela impotência.
Na depressão somos como crianças de colo que ainda dependem de alguém que cuide e choramos, mas ninguém escuta ou não entende o motivo do choro, pois já que estamos alimentados, secos e vestidos porque chorar?
A dor é muda e cala o coração, tudo se torna frio e sem cor.
A depressão também vem pra nos mostrar que temos algo a mudar em nossa vida, é o tempo que a vida nos dá para pensarmos e olharmos para dentro de nós mesmos e refazer aquilo que não está bom.
Tudo é uma questão de ponto de vista, nada é por acaso.
Olhe para dentro de si e pense com carinho o que precisa mudar. Se não conseguir por si só busque ajuda de algum especialista, depressão não tratada com remédio e psicoterapia se torna crônica, portanto se cuide.
Sheila Regina

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Expectativas


Expectativa é algo por menor que seja sempre está presente em nós.
É inevitável a tendência que se tem de esperar por algo, ou que alguém, ou que alguma coisa aconteça.
Uns esperam mais outros menos, mas sempre existe a espera.
A espera que o outro faça, fale, aja como queremos, e quando não acontece ficamos frustrados, magoados, com raiva e tristes com aquela pessoa.
Alguns agem de determinada maneira, na espera que o outro vá agir de maneira semelhante, mas nem sempre é assim a decepção, que vem em certos casos é grande, e a expectativa dá lugar à raiva por não ter sido atendida a expectativa.
É certo de se o outro não sabe o que se espera dele, ele certamente não atingirá a expectativa, pela falta de conhecimento e também pela não obrigação.
Penso que ninguém deveria ser ou agir de modo à sempre agradar a alguém, se não é da sua vontade ou se está fora do alcance.
Expectativa desde que usada de forma saudável, nos dá a condição de vida, ou seja, de ainda esperar algo de bom de alguém ou de alguma coisa, por exemplo, de um trabalho.
Mas quando isso se torna fora de controle, só gera frustração e angústia, pois nunca vais ser da forma que queremos ou imaginamos o caminho neste caso muitas vezes e desistir.
Tentar procurar estabelecer expectativas realistas sobre a vida é a melhor forma de lidar de modo mais saudável, consigo mesmo e com as pessoas ao nosso redor.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que o outro vai achar?


Percebo que são muitas as pessoas que baseiam a sua vida na figura do outro, que se norteiam a partir do olhar do outro, o outro neste caso á a sociedade.
Desde que nos entendemos por gente existem padrões definidos de como devemos ser e agir no mundo, o que foge ao padrão não é bem visto.
E muitos ficam ou tentam ficar dentro dos padrões por temer não ser bem visto julgado e avaliado, quem até ser excluído.
Os que ousaram foram julgados e rotulados de todas as formas possíveis, muitos banidos do convívio do di normal, ou seja, pagaram o preço.
Mas sempre me pergunto por que de se ter um padrão, uma linha única de atitude e de pensamento?
Mas logo me vem uma resposta é mais fácil de lidar, de controlar quando se é tudo igual, tanto o é que vejo muito isso no consultório quando um cliente que vivia dentro dos padrões estabelecidos, preso numa caixinha, pois sempre se perguntava o que os outros vão pensar e deixava de ser quem ele realmente gostaria, como a quebrar as barreiras do medo e passa a ser ele mesmo, todos começam a dizer – nossa você mudou muito, nossa você não era assim, essa terapia não está te fazendo bem.
Mas o que acontece é muito simples a pessoa déia de ser o que outros querem que ela seja e passa a ser ela mesma, e basear seus atos e pensamentos a partir dela mesma.
Sheila Regina

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nos Permitir


Todo o dia pensamos hoje vai ser diferente! Mas ao terminarmos o dia e deitamos em nossa cama percebemos que nada mudou cumprimos a mesma rotina diária, e lamentamos a promessa que fizemos no começo do dia. E ao adormecer como em uma oração pensamos amanhã vai ser diferente.
E mais uma vez nos decepcionamos com nós mesmos, pois, é como se não fossemos capazes de mudar algo, que tanto queremos ou necessitamos, parece que por mais que queiramos e até na prática nós nos esforçamos, mas aquilo que tanto almejamos não é alcançado, ma por quê?
A pergunta que não cala angústia deprime e gera ansiedade e nosso ser, tirando nossa paz e equilíbrio, deixando uma sensação de frustração.
O que impede de mudar o que é preciso?
O que impede de fazer, de falar e de agir?
São tantas as perguntas e parece que faltam respostas, o que resta é caminhar e seguir sem grandes expectativas...
Mas algo não vai bem, algo ao está certo, já não é mais suportável viver mecanicamente, o ser anseia por mudança, mas o medo, como um velho senhor de escravos que domina, e impede a liberdade.
Liberdade de ser, de agir, de falar, de pensar até de não fazer, de não ser, de não pensar...tira a liberdade de ser por si só o que se é.
Medo palavra tão curta que causa efeito tão grande dentro de nós.
Tira a liberdade e o prazer da vida.
Não ter medo também é perigoso mas a presença descontrolada faz com deixemos tantas oportunidades e prazeres que podemos nos permitir.
Feliz daquele que se permite ser o que se é, e aproveita os presentes que a vida lhe dá, fazendo com que todos os seus dias sejam cada dia um dia diferente.
Sheila Regina

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Alto da montanha


Sempre penso na vida e seus sonho e objetivos como o alto de uma montanha.
Penso numa estrada cheia de obstáculos, caminhos tortuosos, sinuosos, com pedregulhos ou cheio de campos e de flores.
E nós somos viajantes a caminho do alto da montanha.
A nós nos é dado uma mochila com algumas ferramentas, e algumas instruções para chegarmos ao nosso objetivo maior o alto da montanha.
Ao longe avistamos o cume, e logo ansiamos chegar lá.
Mas cada um traça um plano viagem, cada um segue um caminho, cada tem dentro de si os medos, os receios, as expectativas de chegar ao alto da sua montanha.
Sim, pois, creio que cada um de nós tem uma montanha. Cada um tem dentro de si a montanha que merece ou que julga merecer.
E assim também será o caminho que cada um irá percorrer, poderá ser mais longo, mais curto, mais fácil ou mais difícil.
Existem aqueles que preferem abrir mão da sua montanha e ficam na base, outros que podem desistir no meio do caminho, e fincam acampamento por ali mesmo e se acomodam não se importando se lá no alto tem mais sol, a água e mais limpa o até mais puro, pois pensa quem garante que é tudo isso?
Outros são tomados pelo desespero a ansiedade de chegar logo e criam atalhos desnecessários, ou sofrem e se entristecem pela distância, desistem se apóiam em outros viajantes que também estão na sua busca individual, e seguem o caminho do outro abandonando o seu.
Na mochila o que devemos carregar de fato? Quanto de bagagem e de ferramenta é necessário para alcançarmos o nosso alto da montanha.
Será que podemos abandonar algo que está dentro dela?
Parar e descansar e abrir a mochila e poder olhar para dentro dela e jogar fora o que não serve mais e manter somente o que precisamos, faz parte dessa longa viagem chamada vida.
Deixo aqui algumas perguntas: Que tipo de viajante você tem sido? Você tem olhado para a sua mochila? Como é a sua a montanha? Quais ou quais caminhos têm feito para chegar até o alto da sua montanha?

Sheila Regina